quinta-feira, 12 de junho de 2008

“As tongas das mirongas” ou “As tangas das Mirandas” ou ainda “As tontas das Mirandas”



Por Mari

Olá Amigos,

Hoje, munida de meu bom e venho nariz de palhaço, venho lhes atentar para um fato “estranho” (?) que acontece diante de nossos olhos e que, pelo visto, ninguém faz nada para mudá-lo. Pelo menos a meu ver, não é senhores?

Primeiro dado importante:
Acho que todos têm acompanhado o que eu denomino de “ascensão das frutas abundantes”, mulher Melância, Moranguinho,e afins... E agora até as herdeiras da Gretchen, sua filha (o) Tammy (que não se decide) juntamente com suas supostas “ex – namoradas” e, recentemente, a sobrinha Caroline. Todas de sobre nome Miranda.
Essas “mocinhas” apareceram por meio de “sabe – se lá o que” (? Sabemos!). Buscando a inserção no “meio” artístico brasileiro, mostrando “honestamente” (???)as suas respectivas “saracuzetas” em revistas masculinas. “Trabalho honesto, bem produzido, feito com carinho para o publico”... Agora me digam: QUE PÚBLICO? QUE CARINHO?
Gente, onde já se viu isso? Onde que mostrar a “saracuzeta” é um ato de carinho?

Estaria eu enganada ou mais uma vez meu nariz de palhaço está piscando com mais essa?

Entendo que elas não estejam obrigando á ninguém a liberarem suas revistas, as oportunidades de “trabalho” e até de vê – lás em qualquer lugar que seja. Meu questionamento, senhores, é o seguinte: Estas “meninas” estão na mídia a preço de que? Para fazer o que? Para serem “pseudo- atrizes-apresentadoras – e afins”? Para conseguirem um noivo (idiota), como meia dúzia de caraminguás no bolso e um caro do ano, só para falar que “agora será só dele”?
Enfim, senhores, eu os pouparei de mais perguntas. Deixo que vossa imaginação aos guie.

Segundo dado importante:

Quem de vocês nunca se pegou relaxando no ônibus, depois de um dia cansativo, e quando percebe a preciosidade do silêncio... Vem aquele “tiozinho”, com um cacho de enumeras guloseimas, com a aquele velho e bom discurso de “Desculpe atrapalhar a sua viagem... (Já atrapalhou!)”. E você lança aquele olhar de total indiferença para o “tiozinho” pensando: “Mas que merda! Esse cara não tem mais o que fazer não? Eu quero descansar! Que balinha, que nada! Que mané Torrone, meu amigo! Acaba logo com isso! Vende essa m* logo e cai fora do ônibus porque eu quero cochilar mais 10 minutinhos”.
È assim que acontece. E você já parou para pensar que assim como você, aquele “tiozinho” está fazendo a parte dele na luta diária? Que aquelas “m*” são o ganha pão daquele individuo? Que enquanto você relaxa “mais 10 minutinhos”, ele desce do ônibus e continua na sua caminhada árdua rumo á algum progresso? E que essa é a forma desta pessoa alimentar á si mesmo e seus familiares?

União de Dados 1 e 2:
Amigos, eu me pergunto: “Por que o “tiozinho do busão” recebe olhares de indiferença e as Mirandas não?” Como pode? Por que é “errado” que deixem os tios venderem dentro do ônibus e “certo” que as “frutinhas e Mirandas” façam o jabá delas onde elas bem entenderem? Estranho isso não? (ironia!) Alguém mudou os valores e ninguém me contou?
Olha, meu nariz de palhaço fica reluzente com essas perguntas. É visível que ninguém quer colocar ordem nesse pardieiro. È claro, para mim, que as manifestações contra isso ficaram inoculadas em nossas gargantas e talvez (quem sabe) só um tapa forte nos fará gritar.
Minhas conclusões não são das melhores. Pois, vejo que vivo em uma sociedade que aclama “frutinha e Mirandas” a torto e á direito, como se estas fossem benfeitoras universais, e escorraçam com olhares o cidadão que faz de um tudo para sobreviver de maneira (agora sim) honesta, neste país.
É de se envergonhar tudo isso.
Acho que já levei meu tapa, senhores. E este foi na cara! Tão forte que meu nariz (de palhaça) não para de brilhar. Só espero que, quando for chegada à hora de vocês, que gritem á todos os ventos! E bem alto!
Meu grito foi de basta!
Qual será o de vocês?

Heh Laia...Na tonga da mironga do caburetê!

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